“Eu prefiro terminar tudo sendo aplaudido por pessoas com lágrimas em seus olhos”
Magne Furuholmen

Paul Waaktaar-Savoy e Magne Furuholmen falam sobre a separação,o tempo curto e momentos constrangedores por quais passaram
Eu sei que vocês devem ter sido questionados sobre isso frequentemente,mas qual foi a razão principal de finalizar tudo no próximo ano?
Furuholmen:Pelo menos agora não há mais perguntas sobre porque nós somos A-ha. Isso é algo que nos foi perguntado muitas vezes.(risadas)Agora a pergunta mais freqüente é sobre nossa separação. Temos um longo ano pela frente,celebraremos 25 anos de banda. Nós olhamos para trás o que normalmente não fazemos,sempre olhamos para frente e descobrimos que nós tivemos momentos maravilhosos desde o inicio em garagens na Noruega para arenas no mundo. Também tivemos a chance de sermos respeitados por isso. Foi bom perceber que depois de toda histeria nossa influencia musical ainda se faz presente. Então decidimos parar no pico ao invés se sermos esquecidos. Eu prefiro terminar tudo sendo aplaudido por pessoas com lágrimas em seus olhos do que ser aplaudido apenas para se livrarem de você. Foi uma grande experiência juntos e nós temos um relacionamento muito complexo,porque nós nos conhecemos há muito tempo. Foi bom poder fazer coisas diferentes.
Waaktaar-Savoy: As razões são diferentes para cada membro da banda,eu estava disposto a fazer um novo álbum juntamente com a banda,inclusive eu escrevi algumas canções e trabalhei nelas. Para mim seria maravilhoso fazer um novo disco. Mas se você está em uma banda é tudo ou nada.25 anos é muito tempo e há muitas outras coisas que eu gostaria de tentar. Gostaria de colaborar com outros artistas ou escrever para outras pessoas.
Foi uma decisão difícil?
Furuholmen : realmente não. Não se olharmos para trás e enxergar de onde viemos. Para mim foi uma decisão tranqüila bem como conseqüência logica após termos um novo hit. Boas criticas e ótima reação do público. Nessa turnê nós tocamos em grandes locais maiores do que nos últimos 5 ou 6 anos. Isso que nos inspira a criar um novo disco,mas eu não acho saudável assumir que próximo disco seria melhor do que esse. Com "Foot Of The Mountain" os outros e eu tivemos essa ambição trabalhamos pesado nele. O que acho que serve de justificativa para renunciarmos.
Waaktaar-Savoy:Soa um pouco estranho,pois eu estive na banda por muito tempo. Agora temos um ano inteiro de turnê pela frente,eu ainda não pensei muito sobre isso. Mas no final do próximo ano eu acharei estranho.
Olhando para trás o que foi bom e o que foi ruim?
Waaktaar-Savoy: existem algumas coisas obvias. Mas para mim pessoalmente o inicio de nossa carreira foi fantastico,tínhamos toda aquela histeria,incluindo as garotas. O que mudou um pouco depois quando lançamos “Memorial Beach”.Por outro lado nosso hiato de 7 anos revitalizou a banda. Nosso retorno em 200 foi como um renascimento,e também pudemos ver como novos músicos foram influenciados por nós.
Furuholmen: É difícil escolher momentos individuais. Um dos destaques foi a popularidade que atingimos na América do Sul durante o meio de nossa carreira. Quando a histeria na Europa havia sido reduzida,nós nos encontramos em outro continente,onde nossa música foi aceita de um modo fantástico. Além disso,nós tocamos no estádio do Maracanã,no Rio de Janeiro em frente a quase 200.000 pessoas. Nós também destacamos Take On Me que se tornou numero 1 em vários lugares do mundo. Os piores momentos foram quando nada parecia funcionar e nos colocava em um sentimento negativo. Todos passam por esse estágio durante suas carreiras. É quando entramos em uma onda de entusiasmo e nos encontramos novamente,isso é bom.
Há planos para vocês voltarem?
Furuholmen: Existem muitas decisões a serem tomadas,mas o final não tem a ver com isso,você toma decisões e depois tem que arcar com as conseqüências. Pessoalmente ,um dos momentos mais constrangedores que tivemos foi quando tivemos problema técnicos em Berlim. Isso poderia acontecer com qualquer um,mas não estávamos preparados. No fim tudo o que ouvíamos era nossas falas em Take on Me.Mas eu prefiro olhar as coisas positivas,para mim até as experiências negativas trazem algo de positivo. Estou um pouco grato pelos momentos embaraçosos
Waaktaar-Savoy: Nós viemos da Noruega,e poucas bandas fizeram o que fizemos. Estávamos determinados e acreditávamos em nós. Se as pessoas nos quisessem em um programa de TV aceitávamos tudo o que nos pediam. Por isso pagamos um alto preço. Por isso no inicio fomos considerados banda para adolescentes. O que nos empurrou para sairmos disso. As vezes eramos muito educados.
Existem planos para o futuro?
Waaktaar-Savoy :Como disse existem algumas coisas que eu gostaria de fazer. Existe minha banda Savoy eu também recebi muitas propostas para trabalhar junto com eles. Mas não tinha tempo para isso.O que poderia fazer agora.
Furuholmen: Para mim existem alguns planos. Há algumas exibições e outras coisas a serem planejadas. Em termos musicais em continuarei com meu projeto Apparatjik. Estou aberto a novas coisas as quais poderei contribuir com as minhas habilidades .Seja lá o que acontecer será como um reinicio. É a forma mais elegante de terminar a carreira ,mas quem sabe em 2010 eu não estarei em casa lendo um livro.
Vocês irão se apresentar em Oslo,é importante finalizar a carreira na Noruega.
Furuholmen:Sim,nós começamos nossa vida musical em Oslo. Claro que também consideramos Inglaterra como nossa casa musical. Mas nosso país sempre será especial para nós. Nossas famílias e amigos vivem lá. Certamente sera uma noite emocionante e especial. Os ingressos esgotaram em minutos. Felizmente podemos dar um bom retorno as pessoas.
Waaktaar-Savoy: Noruega,um lugar especial para nós. preparar a lista de convidados preenche nosso tempo(risadas)
Entrevista: Mark Lomenick
Fotos: Florian Kresse-
Tradução: Mônica Oliveira